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Carta aberta ao Presidente da República

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

Professor Marcelo Rebelo de Sousa,



Excelência,


Foi com extraordinário agrado que presenciámos a assinatura, por V. Exa., do Apelo para o Mediterrâneo: perante a crise (senão mesmo catástrofe) climática que se vive, é essencial, de facto, que os mais altos representantes dos diversos Estados assumem como “dever” atuar no “esforço coletivo para travar e inverter os efeitos da crise climática”[1]

Com efeito, os fenómenos naturais extremos estão a destruir o ecossistema e a ameaçar o modo de vida mediterrânico, e não há “tempo a perder” ou a “comprometer por razões políticas e económicas”.

Se a União Europeia destaca como regiões particularmente vulneráveis às alterações climáticas o Sul da Europa, as zonas de montanha, as zonas costeiras, os deltas, as planícies aluviais, o extremo Norte da Europa e o Ártico, é essencial que Portugal se envolva de imediato na tomada de decisões políticas que travem/revertam/impeçam a situação que estamos já, todos, a sofrer.


Nesta medida, e tendo também em mente as iluminadas palavras e apelos do Papa Francisco, designadamente no primeiro discurso oficial da sua visita a Portugal, por ocasião das Jornadas Mundiais da Juventude, consideramos imprescindível que o “esforço coletivo para travar e inverter os efeitos da crise climática” seja seriamente levado a cabo aqui, junto de nós, onde vivemos.


Atendendo a que a Câmara Municipal de Cascais aprovou, em 18 de julho de 2023, as deliberações necessárias à execução dos planos que levarão à destruição dos 50 hectares da Quinta Nova de Santo António (ou Quinta dos Ingleses), e apesar de não ser a primeira vez que apelamos à sua intervenção, vimos, agora mais do que nunca, pedir-lhe para agir em consonância com os princípios que acaba de subscrever no Apelo para o Mediterrâneo: agindo de imediato e de forma não comprometida por razões políticas e económicas para salvar a Quinta dos Ingleses, o pulmão verde, com biodiversidade notável, cuja importância de salvaguarda foi reconhecida por Resolução da Assembleia da República, de 19 de julho de 2021 e que está tão perto de si.


Excelência, ajude-nos a salvar a Quinta dos Ingleses, preservando a qualidade de vida da população local e lutando contra os efeitos agravados que a sua destruição acarretará num contexto de crise climática.


Salvar a Casa Comum começa aqui, em Cascais, na Quinta dos Ingleses.


O SOS Quinta dos Ingleses
















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